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  • Jefferson Flausino

A alimentação no Yoga

Atualizado: 5 de Out de 2017

Um caminho ao autoconhecimento pela alimentação natural e inteligente.



Apresentação

Tradicionalmente, uma dieta yoguica se constitui de sementes, nozes, cereais, hortaliças, frutas, legumes, raízes e produtos lácteos, que chamamos de lacto-vegetariana.

Uma dieta natural e saudável, contempla os efeitos do alimento no corpo, na mente e na energia (prana).


“ Quando perguntavam à Mahatma Gandhi porque ele não falava sobre o hinduísmo aos pobres e miseráveis e apenas preocupava-se em alimentá-los, Gandhi sabiamente respondia: "Para o homem que sente fome, Deus só pode aparecer na forma de alimento.

Sobre isso, para que entendamos os motivos de tal recomendação ou mesmo principio, é preciso penetrarmos um pouco mais profundamente em seus aspectos mais sutis. E fica a pergunta: “Porque ser vegetariano?”


Parte 1

Aspectos Éticos da Alimentação no Yoga


Os Yogasutras de patanjali

Yamas: Normas éticas de relacionamento com o mundo

“Yama é a não violência (ahimsa), a autenticidade (satya), o não roubar (asteya), a prática de uma vida espiritualmente regrada (brahmacarya) e o não cobiçar (aparigraha). Essas normas não estão restritas a casta, lugar, tempo e circunstâncias, e são chamadas de 'o grande voto', que serve para o mundo todo” (YOGASUTRAS, II, 30-31).


Falarmos sobre Yamas é falarmos da maneira como nos apresentamos ao mundo, de uma forma harmoniosa e respeitosa com todos os seres, já citado acima nos Yogasutras de Patanjali. Um conjunto de normas que somam-se em cinco e que está intrinsecamente ligado a todos. São como os princípios básicos iniciais do Yoga, não se pratica o yoga, sem antes praticar esses princípios. O primeiro princípio abordado é a não violência (ahimsa).

Ahimsa (“A” - não; “himsa” - violência), a não violência nos pensamentos, palavras e ações. Não ser violenta(o) em seus pensamentos, nem com você e nem com os outros. Não ser violenta(o) em suas palavras, não cultivar uma comunicação agressiva e intolerante, não cultivar palavras ofensivas ou “palavrões”. E não ser violenta(o) em suas ações.


O pensamento, a energia mais sutil e mais poderosa que existe. Para a cultura hindu, o pensamento é “Karmicamente” transmitido para a eternidade, até que ele volte para você, a fim de que se trave contato com seu resultado. Tudo que acontece em sua vida são resultados dos seus pensamentos, palavras e ações. Ou seja, fazer mal ao outro é como fazer mal a si mesmo, perceber-se como o outro e dar o devido valor a todas as formas de vida.


Dois principios importantes, dentro do valor ético do hinduísmo, acompanham ahimsa: Abhaya (libertação do temor) e Akrodha ( libertação da Ira).

O medo paralisa, entorpece. Medo do futuro, do passado, do desconhecido, de perder sua subsistência, sua saúde, reputação, mas por fim todos têm a sua raiz na MORTE. Entender que o corpo em que se reside é transitório e impermanente, e que todas as coisas assim também o são. O destemor (abhaya), é o fruto da perfeita autorrealização - ele significa o redescobrimento da não dualidade. É perceber em si mesmo o Ser Universal e o Ser Universal em todos os seres.

Akrodha, ausência de raiva, mesmo quando há motivos, manter um temperamento uniforme e calmo, apesar das circunstâncias (BAGHAVAD GITA, XVI, 1-3).


A violência acaba tendo a sua raiz no medo, ignorância ou inquietude. Para que se alcance um estado contrário a esta, é preciso libertar-se desses estados, é preciso uma transformação no modo de vida e nos padrões mentais. Basear-se no amor, na verdade e na investigação e não em achismos e no próprio Ego.

O que podemos, então, entender sobre ahimsa? Que ahimsa é uma norma ética de convivência com os outros e comigo mesma(o), que significa não violência em pensamentos, palavras e ações. Que é libertar-se do medo e se perceber igual aos outros seres, e não cultivar a raiva, mas sim o amor.

E o que isso tem a ver com o que me alimento?

A observação do que está se alimentando nesse momento é imprescindível: qual é a base da minha dieta?

Ao nos alimentarmos de sementes, flores, frutos, folhas, raízes, colocamos para dentro muita vitalidade, alimentos repletos de energia materializada. Ao nos alimentarmos de carne o que colocamos pra dentro?

Entramos em um assunto delicado: entendemos como ser vivo todas as formas de vida, mas é importante percebermos a diferença entre nos alimentarmos dos vegetais e dos animais, em relação aos aspectos éticos.

A alimentação yoguica, por diversos motivos era considerada aquela que se baseia em grãos, sementes, flores, frutos, folhas e raízes, também o consumo de leite e derivados, chamada de alimentação lacto-vegetariana.

O consumo de leite se dava devido a Vaca, ser considerada um animal sagrado. A vaca na Índia é o símbolo de mansidão, tolerância e força, símbolo da mãe nutridora, a que sustenta a vida. Também como protegida e amada de Gopala (vaqueiro), uma das figuras de Krishna. Das fezes, se faz a casa, do seu leite o alimento, e até a sua urina é utilizada como medicamento. Aqui no ocidente as vacas fazem parte de outro contexto, fazem parte da indústria agropecuária. A verdadeira indústria do sofrimento.


Veganismo

Uma alimentação vegana é baseada em alimentos que não possuem nada de origem animal. A forma pura do vegetarianismo.

O termo veganismo começou a ser usado a partir de 1944, por David Watson, na Inglaterra. Watson pegou o início da palavra (VEG) e o final (ANISMO). Significa aquele que começa e termina pelo VEGetariANISMO. Quando ele, com mais um grupo de pessoas, percebeu que usar produtos de origem animal não era ético. Nos anos seguintes, até a década de 1950, Watson trouxe um movimento de vegetarianismo formado de pessoas que por conta própria tinham consciência, que se incomodavam com os maus tratos com os animais e que queriam cuidar melhor da saúde. No início, era mais relacionado com melhorias da saúde. Com o tempo, levantou-se a questão da exploração animal, contra vivissecção, testes em laboratórios, uso de animais em entretenimento, uso de animais na tração, e assim aversão a todos as formas de relação especista, questões mais éticas, críticas e políticas. A partir da década de 1980 começou no veganismo um discurso mais ambientalista, devido às próprias condições ambientais que vivemos ainda hoje.

E, assim, com todas essas fases evolutivas do veganismo, o princípio sempre o foi o mesmo: deixar o egoísmo do paladar somente e olhar a situação por outro lado, “como o meu meio de vida, irá ferir a vida do outro?”. Em todos os aspectos, não somente ao se alimentar, mas a maneira de como nos relacionamos como os outros seres. Escolher a postura de nos alimentar é produzirmos um impacto econômico e político na sociedade.

Mas um ponto importante de se observar é como tornar a alimentação um ato sagrado. E, então, aqui colocamos o princípio do Ahimsa. Ahimsa, a não violência, é se alimentar com a mente e o coração puros, sem pensar, falar ou agir a favor de causar o mau ao outro.


Então, o que um(a) vegano(a) come?

Todos os alimentos do reino vegetal: cereais (inclusive pães e massas), leguminosas (todos os tipos de feijões), oleaginosas (castanhas, sementes, nozes, etc), raízes (mandioca, batata, mandioquinha, inhame, etc), legumes, verduras e frutas. Não se inclui nada de origem animal.


Filosofia Samkhya e as qualidades (gunas) da matéria

Purusha - A Consciência Cósmica

A filosofia Samkhya é um dos seis sistemas filosóficos da Índia, formam a base da filosofia do Yoga e de outras, como a do Ayurveda (ciência da vida) por exemplo. Para a filosofia Samkhya é como se o Universo fosse dividido em dois: a grande Consciência Cósmica chamada de Purusha e a natureza material, física, chamada de Prakrti. Apresenta profundamente a natureza humana, seus elementos, relação e cooperação da matéria com o cosmo.

No Samkhya tudo provém da Consciência Côsmica (purusha), a grande consciência que não possui forma e é além do tempo, do espaço e da causalidade. Abrange mesmo aquilo que não pode ser visto ou percebido pela mente. É como se todos os seres fossem um pequeno pedaço dessa grande Consciência. A natureza da mente humana oferece muitos obstáculos, como a imaginação, memória, emoções, o que acaba trazendo inquietude e agitação da mente e, assim, acaba por ofuscar purusha que reside dentro de cada ser. Purusha não participa de sentimentos humanos, isso é a matéria. A verdade é acessada quando se entende que não importa o que aconteça, nada afeta Purusha. Assim, somente quando a mente está em repouso, purusha é percebido sem o ofusque causado pelas qualidades da matéria agitada (prakrti).


Prakrti - A Natureza, a matéria

É a força criativa da ação, manifestada, fonte da forma, dos atributos e da natureza.

A natureza se manifesta por qualidades (gunas), como se cada ser possuísse uma consciência individualizada, atribuindo características próprias segundo sua essência. Essas qualidades somam-se três: Sattva (equilíbrio), Rajas (atividade) e Tamas (inércia).


Sattva:

Matéria leve, sutil e fluida ligada ao ato de evoluir, avançar e progredir. É a consciência e inteligência. Relaciona-se com os cincos sentidos da percepção e os cinco sentidos da ação. Compreende o mundo subjetivo capaz de perceber e manipular a matéria.


Tamas:

Matéria densa e pesada relacionada ao ato de resistir e regredir. É a resistência e a inércia. Desenvolve-se em objetos dos sentidos cognitivos - som, tato, forma, sabor e odor -, que por sua vez produzem os Cinco Grandes Elementos (pancha mahabhutas) que constituem o universo físico: Éter, Ar, Fogo, Água e Terra. O mundo objetivo dos cinco elementos.


Rajas:

Matéria intermediária associada a energia mental racional e à impulsividade. É a emoção e a ação. É a força de energia do movimento, coloca em contato os dois mundos, objetivo e subjetivo.

Sattva, Rajas e Tamas são as três forças pelas quais Ahamkara (Ego) cria a imagem de si mesmo.

A união de Purusha e Prakrti produz todas as coisas.


Os corpos do ser humano

Para o Yoga o ser humano possui um corpo físico, mental e cósmico.

Nos interessa no momento abordar o Corpo Físico denso (Annamaya Kosha) que é o veículo de manifestação de purusha por meio dos órgãos de ação: a fala (vag), o pegar e segurar (hasta), a movimentação (pada), a emissão (uspastha) e a eliminação (payu).

O corpo físico denso é constituído pelo alimento que ingerimos, é o alimento que constrói suas estruturas utilizando a matéria em seu estado sólido, líquido e gasoso. Tem sua percepção favorecida pelos cinco sentidos do corpo (Gnane Indriyas). Nos aspectos mais sutis nos seres humanos temos o corpo físico etéreo (Pranayama Kosha), que é o corpo constituído pela energia vital (Prana). Esse corpo é responsável pela vitalidade do corpo físico denso, por meio dos canais (nadis) e meridianos (marmas) que se encontram com os vórtices de energias (chakras) e se espalham por todo o corpo (D’ANGELO et al., 2015).


Para que o corpo físico denso se desenvolva, é preciso potencializar a energia vital, através da adequação dos seguintes aspectos:

1) Alimentação mais natural possível, proporcionando boa assimilação de nutrientes com baixa geração de toxinas (ama) e eficiente eliminação orgânica;

2) Respiração adequada, com eficiente oxigenação pulmonar e celular e uma consequente vitalização orgânica proveniente do prana;

3) Exercícios físicos, com práticas regulares de Yoga;

4) Descanso adequado e boa qualidade do sono.

É importante percebermos que todas as formas de vida são influenciadas pela qualidade da matéria (gunas). Os reinos Vegetal, Animal, Fungo, Protistas e Moneras (voltamos um pouco à aula de biologia), todos são seres viventes, ou seja, sujeitos às qualidades da matéria.


As qualidades da matéria na alimentação

A filosofia do Yoga considera que a mente é feita da parte mais sutil da essência do alimento. Se o alimento consumido é equilibrado, tranquiliza o corpo e a mente e estimula o progresso espiritual, ou, do contrário, também pode se tornar violento, depressivo, agitado, depende das qualidades sutis do alimento consumido.

Como havia dito anteriormente, tudo que há na natureza está sujeito às três qualidades da matéria: sattva (equilíbrio), rajas (movimento) e tamas (inércia). Para o yoga, a composição da mente pode ser definida pela classe de alimentos que uma pessoa prefere. É como se o alimento definisse o estado de equilíbrio mental e espiritual.


Alimentos sátvicos

Os alimentos que estimulam a vitalidade, a energia, o vigor, a saúde, que são gostosos, saudáveis e nutritivos são sátvicos. Esses alimentos purificam e tranquilizam a mente. Consumidos frescos e naturais, de preferência cultivados de forma orgânica, não modificados geneticamente e não industrializados.

Os alimentos sátvicos se constituem de:

Cereais - milho, cevada, trigo, arroz integral, aveia etc. Os cereais são fonte de carboidratos, a principal fonte de energia para o corpo, fonte de fibras, nutrientes, minerais e vitaminas. Contém aminoácidos importantes para a formação de proteínas. Preferencialmente consumidos de forma integral por preservar suas propriedades nutricionais.

Ricos em proteínas - como legumes, nozes e sementes. Ajuda a produzir as proteínas que formam o corpo, mantém uma alimentação equilibrada.

Frutas - A maioria das frutas. Contém minerais, fibras e vitaminas. Contém substâncias alcalinas que limpam o sangue.

Hortaliças - Também com grande quantidade de fibras, minerais e vitaminas. Consumidas cruas ou levemente cozidas.


Alimentos rajásicos

São alimentos estimulantes, excitam o corpo e a mente, produzem tensão física e mental e agitação.

Os alimentos rajásicos se constituem de:

Alimentos estimulantes e excitantes, como café, chocolate, o açúcar refinado, cebola, alho, cebolinha, cogumelos, mesmo o tabaco, excesso de condimento, resumindo são todos os tipos de excitantes.

Se a comida de característica sátvica for consumida com pressa, correndo, sem atenção, esta também se torna rajásica.

Os alimentos rajásicos fomentam a raiva, o egoísmo e a violência. Rajas é a energia que gera discórdia na vida e guerras no mundo.


Alimentos tamásicos

Os alimentos tamásicos fazem as pessoas desajeitadas, preguiçosas e desprovidas de ideais, objetivos e motivações. Além disso, acentuam a tendência para o isolamento e depressão crônica e enchem a mente de escuridão, raiva e pensamentos ilusórios.

Os alimentos tamásicos se constituem de:

Carnes de todos os tipos, ovos, bebidas alcoólicas, drogas, cigarros. Incluem a comida velha e podre, assim como fruta muito madura ou muito verde, alimentos queimados, requentados, muito cozido, assim como os que contém conservantes como enlatados, tratados ou pré cozidos. Cogumelos, pois necessitam do escuro para se desenvolverem, vinagre também por ser resultado da fermentação e dificulta a digestão.

Alimentos fritos em imersão com muito óleo, são indigestos, a gordura dificulta a digestão e destrói a essência do alimento.

Se o alimento ser consumido em excesso também se torna tamásico.

Uma alimentação que não é coerente com os princípios de uma alimentação saudável e equilibrada conduz à doença e aos desequilíbrios. Porém uma dieta equilibrada, saudável, nos eleva a um nível de vigor e vitalidade, permite desenvolver o máximo de nossas potencialidades e, claro, favorece a nossa prática de pessoal de Yoga.


Então, como ter uma alimentação saudável?

Recomendações para uma alimentação saudável:

- Comer tranquila(o), sem conversar demasiado. Em companhia de pessoas queridas, trazendo um entorno equilibrado e afetuoso que facilita a digestão e potencializa as habilidades do corpo em assimilar os elementos nutritivos da comida;

- Não se alimente nervosa(o) ou agitada(o). Aguarde e faça respirações profundas, retornando ao seu eixo, tranquilizando antes a mente. Quando estamos nervosas(os), as glândulas secretam toxinas que vão para a corrente sanguínea, logo, nos alimentamos desse estresse, dessas toxinas;

- Ao alimentar-se observe, concentre-se no seu alimento, não veja televisão ou afins;

- Use a sua sensorialidade, sempre que possível. Cheire, sinta as texturas, se possível, toque o alimento, a digestão já começa aí, mastigue bem o seu alimento, coma devagar, assim terá uma boa digestão;

- Não se force a comer aquilo que não lhe cai bem. Mas também não se alimente apenas daquilo que é agradável ao seu paladar. Encontre um equilíbrio;

- Coma com moderação para manter a saúde do organismo, não sobrecarregar os seus órgãos, dificultar a digestão e evacuação. Depois de se alimentar você deve sair da mesa, não estufada(o), mas com uma pequena sensação de fome, ou que poderia comer mais um pouco;

- Em seu estômago, encha metade dele com o alimento, um quarto com água e o restante vazio, para ter espaço para formação de gases e favorecer a digestão;

- Coma só quando tiver fome, veja se a fome que sente é mesmo fome, ou se é ansiedade, faça uma respiração Nadi Shodana. Se a fome persistir, coma!

- Não se alimente, se a comida anterior não tiver sido digerida ainda;

- Não coma muito a noite, ou coma algo muito leve e de fácil digestão;

- Não pratique asanas, ou faça trabalhos mentais logo depois de comer;

- Pratique Vajrasana, após se alimentar, facilita a digestão;

- Pratique um jejum ao menos um dia na semana. O jejum elimina toxinas, regula as funções do organismo, e dá um descanso aos órgãos. Mentalmente traz clareza mental;

- Cultive a gratidão, antes e depois de comer.

Nosso entorno se constitui do alimento que comemos, do ar que respiramos e das coisas que vemos, sentimos, ouvimos e tocamos, e este ambiente configura nosso mundo interior. Para alcançar o propósito da vida, a satisfação e a perfeição, se necessita uma mente tranquila e concentrada. Se não possuímos controle sobre nosso corpo quem dirá controlar a mente. Se disciplinarmos primeiro o corpo físico denso, a mente será mais fácil de controlar. A dieta desempenha um importante papel neste processo.


Receitas

Substitutos dos Ovos de galinha

Purê de maçã

Bater a maçã com ou sem casca no liquidificador, sem semente.

Equivalência de um ovo: 1/4 copo.

Sementes de linhaça

Equivalência de um ovo: 1 colher de sobremesa mais três colheres de água. Mexer e deixar repousar por alguns minutos, até formar um muco com uma consistência semelhante à da clara de ovo. Bater no liquidificar e coar (ou não), ao bater colocar mais água se assim for necessário.

Tofu

Equivalência de um ovo: 1/4 copo em purê.

Funciona melhor em: bolos de textura densa, tartes, pães e muffins.

Frutas e vegetais em purê

Equivalência de um ovo: (banana, cenoura, pera) 1/4 copo; se a receita já inclui frutas ou vegetais, o ovo pode ser substituído por uma colher de óleo vegetal.

Aquafaba ( Claras em neve de água de cozimento do grão de bico)

1 – Cozinhe grão-de-bico e reserve 3/4 de xícara da água do cozimento

2 – (opcional) Para deixar a mistura mais concentrada, transfira para uma panela pequena e ferva até o líquido reduzir pela metade. Essa etapa é opcional, mas deixa a “clara” mais consistente.

3 – Bata o líquido (concentrado ou não) na batedeira ou com batedor elétrico.

4 – Quando a mistura tiver dobrado de volume e estiver espumante e aerada está pronta!


Substitutos da Cebola

Repolho, aipo, nabo, assa fétida


Substitutos do leite

Todos os leites de base vegetal


Ana Freitas

Vegana e Instrutora de Yoga na Escola Dharma



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