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  • Jefferson Shiun Flausino

Nossa prática de cada dia

Atualizado: 6 de Out de 2017

Apreciando o presente, aqui e agora, como uma dádiva à felicidade.



Persiga valores que nutram sua espiritualidade e crescimento interior. Felicidade utópica não existe! O que existe são momentos felizes.


“Felicidade não está fora, em festas, bares e viagens. Isso tudo pode trazer apenas uma breve satisfação de desejos. Felicidade está dentro! Em sua capacidade de encontrar contentamento no cotidiano, naquilo que você é em essência.”

Um aluno me perguntou sobre a felicidade. Ah, a felicidade... Questão difícil de responder, mas tentei explicar o que sinto sobre isso: a princípio, não acredito na felicidade como uma coisa duradoura ou contínua. Penso que a felicidade é uma utopia, uma linda ideia sim, mas basta perceber que, com frequência, a dor e o sofrimento são uma constante na vida de todos. A questão é o que fazemos com esse fato: o sofrimento, natural e inevitável. Não sei bem ao certo o que dizer sobre coisas felizes e coisas tristes, apenas que as coisas são como são independentemente do que acreditamos ser. Acho que nos esforçar sempre em fazer a coisa certa pode nos aproximar da felicidade, e que insistir em coisas estranhas e equivocadas pode nos levar a situações tristes. Seja como for, toda situação, seja feliz ou triste, é sempre passageira, é sempre como tempestade e brisa da manhã... Podemos tentar não nos preocupar tanto com o que não controlamos, aquilo que produz tristeza. Percebemos, nos desatinos da vida, que não temos controle algum daquilo que julgamos controlado. Basta alguma coisa sair de nossa compreensão e pronto, o caos se instala naquele momento, o coração se abala e as emoções se entristecem. Não podemos compreender tudo, e isso é um fato! Aprendamos com os resultados de nossas escolhas, de cada acerto e, principalmente, de cada erro. Sejamos responsáveis pela condição na qual estamos e na qual nos colocamos. Sejamos seres humanos pela própria condição humana, pois o sofrimento é tão natural quanto o passarinho que canta.

Acho que felicidade não existe para quem a procura, mas aparece para quem não a espera, como o raio que assusta e a chuva que nutre nossos campos. Há beleza também no sofrimento, na dor que revela vulnerabilidades, fraquezas e, então, nos abre os olhos para ver o que antes não era possível, e isso é transformador. Quem diz ser feliz é porque não o é, quem nada diz sobre felicidade é porque nela se encontra. Você precisa dizer a si mesmo qual é o seu nome para saber quem é? É claro que não, você o sabe, assim também é com a felicidade: ela está por si só, e quem a tem apenas a sente e desfruta naquele frescor do momento, de existir pelo simples prazer de existir.


A felicidade, no sentido prático da sensação, é quando estamos contentes naquilo que somos, é quando estamos fazendo algo e não queremos que acabe. Pra mim, felicidade é quando estou praticando a experiência da vida, no aqui e agora. Portanto, felicidade é a prática da vida diária por tudo o que a vida é, sem a interferência excessiva de nossos achismos e ilusões. Sinto a felicidade quando estou praticando Yoga ou Artes Marciais, quando medito, mas também quando caminho pelas ruas, quando sinto o frescor do vento numa tarde quente, quando estou com bons amigos e, porque não, quando me frustro por uma expectativa não realizada, pois até isso me ensina que: quanto maior a expectativa, maior é a decepção, e estar na verdade me deixa contente. Contentamento naquilo que se faz diariamente é também experimentar a felicidade, de uma maneira diferente, mas, como não acredito na felicidade derradeira e contínua, logo, momentos felizes expressam em minha vida o valor do que seja a felicidade: contentamento e alegria.


Então, nossa prática de cada dia é a vida tal como ela é! Isto também é felicidade!


Jefferson Shiun Flausino

Inverno de 2017

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